Documentário: “Ela fica linda quando está brava”

cultural

“She’s beautiful when she’s angry” (“Ela fica linda quando está brava“), o documentário de 2014 que chegou no Netflix a pouco tempo, resgata dos anos 60 e 70 a história do feminismo. Sendo mais especifica, da segunda onda do movimento, que foi (mais ou menos) quando começou a tomar o formato que tem hoje. 

Com 1 hora e 32 minutos, o filme é uma forma maravilhosa de começar a entender e conhecer o movimento. Ele é dividido entre depoimentos das mulheres que iniciaram os movimentos e gravações do período, que retratam manifestações, reuniões e projetos criados para fazer o movimento avançar. 

Vemos uma introdutória explicação das diferentes vertentes do feminismo, que começaram a surgir naquela época. As diferenças ainda não eram muito claras, afinal, elas ainda estavam entendendo para onde estavam indo, mas conseguimos ver claramente as necessidades/pensamentos diferentes dividindo-as em vertentes. Isso é muito importante porque conseguimos perceber que as vertentes não estão aí pra separar o movimento, mas pra dar atenção aos problemas específicos de cada uma. 

  


É lindo e inspirador ver a garra com que essas mulheres acreditavam naquilo que elas estavam fazendo. Preciso dizer, as ofensas que feministas sofrem são as mesmas desde lá, mas pensa ter esses pensamentos naquela época. Pela primeira vez alguém viu o absurdo de um abuso sexual, que antes disso era considerado um simples ato de paixão. Pela primeira vez alguém se incomodou com a ilegalidade do aborto. Pela primeira vez alguém cutucou a sociedade patriarcal. Alguém não, milhares. 

Elas lutavam por coisas que nós ainda temos que lutar, coisas foram conquistadas e perdidas ao longo do tempo, uma frase citada explica muito bem a situação: “nenhuma vitória é permanente”. O que admito me deixou triste, mas com muita vontade de lutar.

Se você assim como eu já é apaixonada pelo movimento, vai acabar o documentário com uma vontade imensa de fazer alguma coisa, de mudar alguma coisa, mas se você ainda não sabe nada sobre feminismo, fica aqui a minha imensa dica para tentar entender o por quê de sua existência.

“A ironia é que, em sua maior parte, mulheres não faziam nada perigoso ou violento. A única coisa realmente perigosa foi falar. Porque dizer a verdade e falar é muito revolucionário“ Ruth Rose


Onde me encontrar? twitter | instagram | facebook

You Might Also Like

No Comments

Leave a Reply