A minha relação com o minimalismo

pessoal
De um tempo pra cá muitas coisas começaram a me incomodar, a minha alimentação, o meu consumo, a quantidade de coisas guardadas… Foi exatamente nesse momento em que eu tive meu primeiro contato com o minimalismo. Eu já tinha ouvido falar sobre ele antes, e automaticamente ligava o termo à largar tudo e viver uma vida reclusa da sociedade. Nada contra, só acho pouco viável. Principalmente pra mim, que não enxergo possibilidade de mudar a sociedade se você não está onde precisa de mudança, eu preciso estar no olho do furação para transformar algo. Pra mim, o isolamento não era a solução e pela ideia pré concebida de minimalismo, ele também não funcionava pra mim. 

Até que minha amiga, a Marieli Mallmann, começou a falar sobre o assunto. Ela disse algumas vezes que não tinha a ver com ter pouco, mas com ter o suficiente. Não existem regras para ser minimalista, ela disse, e pela primeira vez aquilo fez sentido na minha vida. Uma vela aromatizada pode me fazer extremamente feliz, mas facilmente ficar entulhada na sua casa, 30 peças de roupa podem ser o suficiente na minha rotina, mas impossível de encaixar na sua, o suficiente é diferente pra cada um. Eu gosto do equilíbrio e sei que eu nunca vou me desapegar de tudo, mas eu faço o que está ao meu alcance, abro mão daquilo que eu posso abrir, nada é um sacrifício, não é pra ser. 

Nós guardamos coisas pelas razões erradas, guardamos coisas porque pode acontecer um evento importante no futuro, porque nosso peso pode mudar, porque a moda pode voltar, e peças de roupa ficam 10 anos pegando poeira. Eu quero guardar coisas que tenham um propósito na minha vida, por serem funcionais ou simplesmente por me fazerem feliz, mas que eu já não consuma para preencher um vazio emocional com o qual não aprendemos a lidar. Eu tenho menos coisas, não são 10 ou 30 peças, nunca parei pra contar, mas eu tenho o suficiente para olhar para o meu armário e amar cada peça guardada nele. E quando algo já não fizer sentido, eu espero que ele possa fazer sentido para outra pessoa.

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3 Comments

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    Bárbara Oliveira
    18 Dezembro, 2017 at 22:35

    Vic, conheci a ideia do minimalismo através do canal da Marieli. E assim como você eu também preciso estar no olho do furação para mudar alguma coisa. Mas, o que eu acho mais interessante do minimalismo é a possibilidade de apurarmos nossos gostos, de entendermos o que realmente nos faz bem, nos faz feliz. Eu não me declaro um pessoa minimalista, mas estou declaradamente em busca de uma vida mais simples, e tenho entrado de cabeça num processo de esvaziamento pessoal que inclui enxugar o guarda-roupas, os conteúdos que consumo, conversas que tenho, lugares a conhecer…. Não é fácil, nem simples, mas tem me colocado frente a mulher que eu achava que era e a mulher que sou de verdade.
    Sobre esse processo de desapego e bem-estar também escrevi recentemente sobre esse ema no meu blog e vou deixar linkado aqui para conhecer. E também deixo um vídeo maravilhoso que vi esses dias também sobre minimalismo e nos alertando para alguns perigos dessa “novo” estilo de vida. 🙂
    Então, Vic, continue no seu caminho sem pressa nem pressão, toda mudança ou estilo de vida só são válidos se nos ajudarem a sermos felizes e nos amarmos cada vez mais.
    Beijos!

    Vídeo sobre minimalismo da Luana Burigo: https://www.youtube.com/watch?v=3zJKeS1q2hw
    Meu post sobre desapego e amor: https://vestidadeceu.blogspot.com.br/2017/12/seja-bem-vindo-dezembro-desapego-e-amor.html

  • Reply
    Laura
    20 Dezembro, 2017 at 15:52

    acompanho as duas, mas ainda não aderi alvo minimalismo… acho que por falta de iniciativa mesmo, quem sabe nessas férias eu não faço né? acho a ideologia de sustentabilidade muito linda.

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    Maria Victória Gomes
    20 Dezembro, 2017 at 19:46

    Eu sempre quis me livrar das minhas roupas. Eu tinha roupas de 10 anos no guarda-roupa, e só não não me livrava delas porquê a mãe sempre falava “Vai voltar para muda um dia, e você vai se arrepender”. Então sempre deixei elas lá, sabendo que se voltassem para moda, eu não iria usar, e era capaz deu comprar a mesma peça de novo. Só que esse ano isso começou a me incomodar MUITO, e meu quarto cheio de coisas tbm. Eu tenho um apego absurdo por coisas matérias, sempre guardo tudo. Até que fui assaltada um dia, e eu não conseguia larga meu celular pq coloquei um sentimento nele, um apego que me colocou em risco, e a minha família tbm, pq eu simplesmente não conseguia dar o celular para o homem. Cheguei a conclusão que eu tinha um sério problema e precisa fazer algo, e por glória do universo, você postou aquele vídeo com a Marieli, e eu vi uma luz! O minimalismo para mim não é se livrar das coisas e abandonar tudo, mas tirar sentimentos de coisas matérias e não ter medo de perde-las, ou doa-las. Colocar meu sentimento onde realmente importa. Obrigada pelo vídeo, vocêS me salvaram.

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